quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A importancia da Educação Ambiental nas Escolas


O mundo está chegando num ponto cada vez mais critico o aumento do consumo e exploração incontrolável de produtos e recursos naturais do planeta só agravam a vida na terra, deixando em dúvida o futuro.
Para reverter essas situações, precisamos pensar na educação ambiental, frisando a sustentabilidade ambiental, envolvendo todos os setores a sociedade: econômica, política, saúde, etc.
E se for exercida a educação ambiental frisando sustentabilidade Ambiental, proporcionando qualidade de vida, atendendo as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de gerações futuras.
Para resolver esse problema, toda sociedade precisa educar suas ações, estabelecer limites de consumo, e isso envolve não só os consumidores, mas também as empresas que devem desenvolver produtos ecologicamente corretas e com materiais que não agridem o meio ambiente.
Enfim, as mudanças aconteceram conseqüentemente depois que a sociedade (consumidora) terá que se adequar às novas necessidades. Pois a necessidades de agora garantirão o futuro do planeta para o presente e futuras gerações.
Portanto, à hora de realizar uma estratégica de desenvolvimento adotado é agora, novas habilidades e capacidade de domínio deve ser renovada sobre a natureza.
Assim, o objetivo principal deste artigo é implantar um sistema de educação ambiental baseado em dinâmicas lúdicas e bate papos onde “eles” poderão espor suas duvidas e idéias. Oferecendo meios aos jovens de vivenciarem experiências de aprendizagem fora das salas de aula. Através de visitas à empresas e projetos comunitários. Com a perspectiva de que haja mudança de valores, assim como preconiza os fundamentos da Educação Ambiental, para que os alunos tenham a oportunidade de contribuir com a sociedade ao mesmo tempo em que adquirem este conhecimento útil e habilidade técnicas.
Atrelados ao objetivo principal deste artigo estão: a programação de eventos de conscientização para as comunidades; demonstrar como fazer uso dos recursos naturais sem gerar impacto ao ambiente; estimular a formação de grupos de conscientização para trabalhar a questão do impacto gerado pelos resíduos domiciliares a partir dos “3 R’s”; planejar atividades de educação ambiental a partir recursos renováveis; estimular a formação de grupos de discussão para o debate dos problemas ambientais locais; formar multiplicadores ambientais, sejam eles professores, alunos ou membros da comunidade.
Isso é possível porque o papel da educação ambiental é fundamental para efetivar mudanças e atitudes, comportamentos e procedimentos para jovens, crianças e comunidades.
De acordo com Sato (2004) o aprendizado ambiental é um componente vital, pois oferece motivos que levam os alunos se reconhecerem como parte integrante do meio em que vivem e faz pensar nas alternativas para soluções dos problemas ambientais e ajudar a manter os recursos para as futuras gerações.
A idéia de trabalhar o tema promovendo uma reflexão sobre papel de cada um da sociedade, deixando claro que as pessoas não são seres isolados, mas que dependem uns dos outros para viver. Com esse pensamento, também estudados os tipos de danos causados ao meio ambiente e as possíveis soluções para os problemas.
2. REFERENCIAL TEÓRICO.
A Educação Ambiental, segundo a lei n° 9.795, de 27 de abril de 1999, é um componente essencial e permanente da educação Nacional, devendo estar presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo formal e não-formal.
Por seu caráter humanista, holístico, interdisciplinar e participativo a Educação Ambiental pode contribuir muito para renovar o processo educativo, trazendo a permanente avaliação crítica, a adequação dos conteúdos à realidade local e o envolvimento dos educando em ações concretas de transformação desta realidade.
Metodologia dos 3 r’s: CITAÇÕES
  • Reduzir: consiste em tentarmos reduzir a quantidade que produzimos de lixo, como por exemplo, comprar produtos mais duráveis e evitar trocá-los por qualquer novidade no mercado.
  • Reutilizar: Procurar embalagens, por exemplo, que possam ser usadas mais de uma vez – como garrafas retornáveis de vidro. Ou quem sabe, criar novas utilidades para as que você não precisa mais.
  • Reciclar: o mais conhecido dos 3 R’s; consiste em transformar um produto-resíduo em outro, visando diminuir o consumo de matéria-prima extraída da natureza. (Futuro Professor-2010)
A Educação Ambiental (EA) é um tema cada vez mais tratado nas escolas brasileiras. Em algumas delas, há até certa carga horária destinada à conscientização ambiental dos alunos.Um dos enfoques desse tipo de educação deveria se pautar na Política ou Pedagogia dos 3 R’s (reduzir, reutilizar e reciclar), porém, nem sempre esses três assuntos são tratados de maneira igualitária.              Na enciclopédia: “sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômico, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”. Podemos dizer que na pratica esse conceito representa promover a exploração de áreas ou de uso de recursos planetário (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e todas as biosferas que dele dependem para existir.
Algumas Estratégias de Ensino para a Prática da Educação Ambiental
Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.
Estratégia
Ocasião para Uso
Vantagens / Desvantagens
Discussão em classe (grande grupo)
Permite que os estudantes exponham suas opiniões oralmente a respeito de determinado problema.
Ajuda o estudante a compreender as questões, Desenvolve autoconfiança e expressão oral, Podem ocorrer  dificuldades  nos  alunos de  discussão.
Discussão em grupo (pequenos grupos com supervisor-professor).
Quando assuntos tratados polêmicos são tratados.
Estímulo ao desenvolvimento  de  relações positivas entre  alunos e professores.
Mutirão de idéias (atividades que envolvam pequenos grupos, 5 – 10 estudantes para apresentar soluções possíveis para um dado problema, todas as sugestões são  apontadas.  Tempo limite de 10  a 15 min.).
Deve ser usado como recurso para encorajar e estimular idéias voltadas à solução de certo problema.  O tempo deve ser utilizado para produzir as idéias e não para  avaliá-las.
Estímulo à criatividade, liberdade. Dificuldade em evitar avaliações ou julgamentos prematuros e em obter idéias originais.
Debate: requer a particpação de  dois  grupos para apresentar idéias e  argumentos de pontos de vista  opostos.
Quando assuntos controvertidos  estão sendo discutidos e existam  propostas diferentes de soluções.
Permite o  desenvolvimento  das  habilidades de falar em  público e ordenar a    apresentação de fatos  e  idéias. Requer muito tempo de  reparação
Questionário: desenvolvimento de  um  conjunto de questões ordenadas  a ser  submetido a um determinado  público.
Usado para obter informações e/ou  amostragem de opinião das  pessoas  em relação à dada  questão.
Aplicado de forma  adequada, produz  excelentes resultados.Demanda muito tempo  e  experiência para  produzir  um  conjunto  ordenado de  questões  que cubram as  afirmações requeridas.
Reflexão: o oposto de mutirão de idéias. É fixado um tempo aos  estudantes para que sentem em  algum  lugar e pensem acerca de um  problema  específico.
Usado para encorajar o desenvolvimento de idéias em resposta a um problema. Tempo recomendado de 10 a 15 min.
Envolvimento de todos. Não pode ser avaliado diretamente.
Imitação: estimulam os estudantes a própria visão dos jornais, dos programas de rádio e Tv.
Os estudantes podem obter informações de sua escolha e leva-las para outros grupos. Dependendo das circunstâncias e do assunto a ser abordado, podem ser distribuídos na escola, aos pais e à comunidade.
Forma efetiva de aprendizagem e ação social.
Projeto: os alunos, supervisionados, planejam, executam, avaliam e redirecionam um projeto sobre um tema específico.
Realização de tarefas com objetivos a serem alcançados em longo prazo, com envolvimento da comunidade.
As pessoas recebem e executam o próprio trabalho, assim como podem diagnosticar falhas nos mesmos.
Exploração do ambiente local: prevê  a utilização/exploração dos  recursos  locais próximo para  estudos,  observações, caminhadas  etc.
Compreensão do metabolismo  local,  ou seja, complexa dos  processos  ambientais a sua volta.
Agradabilidade na execução, Grande participação de pessoas envolvidas.,Vivência de situações  concretas.,Requer planejamento  minucioso.
Noções Básicas em Educação Ambiental
Sistemas de vida
A educação ambiental enfatiza as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. O dever de reconhecer as similaridades globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.
Há três níveis ou sistemas distintos de existência:
Físico: planeta físico, atmosfera, hidrosfera (águas) e litosfera (rochas e solos), que seguem as leis da física e da química;
Biológico: a biosfera com todas as espécies da vida, que obedecem as leis da física, química, biologia e ecologia;
Social: o mundo das máquinas e construções criadas pelo homem, governos e economias, artes, religiões e culturas, que seguem leis da física, da química, da biologia, da ecologia e também leis criadas pelo homem.
Ciclos
O material necessário para a vida (água, oxigênio, carbono, nitrogênio, etc.) passa através de ciclos biogeoquímicos que mantêm a sua pureza e a sua disponibilidade para os seres vivos. O ser humano está apenas começando a planejar uma economia industrial complexa, moderna e de alta produtividade que assegura a necessidade de reciclagem no planeta. Nos ecossistemas, os organismos e o ambiente interagem promovendo trocas de materiais e energia através das cadeias alimentares e ciclos biogeoquímicos.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
O trabalho foi desenvolvido em uma escola na cidade de Limeira/SP, o desenvolvimento das atividades foi em horário paralelo a aulas incluindo meu trabalho para as crianças participantes da escola da família.
Um dos materiais utilizados na escola a abordagem do tema “Cidadão conscientes”, o tema foi conscientizar as crianças ali presente, os jovens e pais.
Que envolveu leitura de textos sobre o respeito com natureza, apresentação de filmes sobre o aquecimento global, elaboração de peças teatral, plantio de arvores, confecções de cartazes sobre o tema.
A atividade do projeto trouxe efeitos muito positivos para os cidadãos, trazendo a conscientização dentro de casa com as mudanças comportamentais que são visíveis por todos os lados.
A abordagem da Autora Michele Sato, mostrou o desenvolvimento da consciência ambiental em nível temático como atividades artísticas, experiências praticas, atividades fora de sala de aula, produção de materiais locais, projetos ou qualquer outra atividades que conduza os cidadãos a serem reconhecidos como agentes ambientalistas.
Podemos dar as pessoas com a educação ambiental, meios e métodos para todos criarem um plano de ação em prol do planeta, com o conhecimento adquirido e praticas responsável, podemos criar a partir deste trabalho, novas pessoas engajadas nas questões de preservação em vários métodos de gestão ambiental.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O presente trabalho demonstrou a necessidade real da educação ambiental não somente para as crianças, mas para a população em geral.
O contexto abordado representou para as crianças e jovens, o entendimento das questões ambientais, mas também como controvérsia a dificuldade de implantar esses “conhecimentos” adquiridos na vida”real”, sendo que a pratica de educação ambiental visou não somente o planeta em seu todo, mas métodos simples de economia de recursos naturais em casa.
Os participantes como já foi frisado, demonstraram um grande estimulo no plantio das arvores, no desenvolvimento de ações e praticas lúdica, mas também informaram a grande dificuldade em implantar esses conhecimentos em suas vidas, seja no trabalho ou na própria residência.
Resumidamente o resultado atingiu uma media esperada de entendimento dos alunos, e o comprometimento de buscarem sempre alternativas para a sustentabilidade ambiental do planeta.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto na escola foi um conjunto de expectativas futuras de grande sucesso, presente nos cotidianos cidadãos de todas as idades.
A prática da Educação Ambiental requer caminho bastante complexo, pois é preciso parar agora com a degradação do nosso planeta, assumindo que a função não é impor a ideologia da classe dominante nem negar seu papel na transformação social, mas sim seu papel na sociedade de morador do planeta.
A prática de educação ambiental mostra o caminho para o alcance da sustentabilidade de um povo.
Trabalhando o ideal ambiental nas crianças formará uma nova “remessa” de adultos prontos para restabelecer o equilíbrio do planeta.
6. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
BERNA, V. (2001). Como fazer a educação ambiental. São Paulo. Annablume.
BIZERRIL, M. (2001). O cerrado e a escola: analise da educação ambiental no ensino fundamental do Distrito Federal Brasília.Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, UnB, 154p.
BURSZTYN, M. (Org.) (1993). Para pensar o desenvolvimento sustentável. São Paulo.
COLL, C.PALACIOS, J. e MARCHESI, A(1995) Desenvolvimento psicológico e educação. Porto Alegre. Artes Medicas.
DEMO, P. (1994). Política Social, educação e cidadania. Campinas. Papirus.
PHILIPPI, A.J.M e PELICIONI, C.F (2000) Educação Ambiental. Desenvolvimento de Cursos e Projetos. São Paulo.SIGNUS.
SATO, M. (2004). Educação Ambiental. São Carlos. Rima.
Autora:
Gisele Fernanda Soares – Faculdade de Administração e Artes de Limeira
Jerusha Mattos – Docente Faculdade de Administração e Artes de Limeira

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Crianças sem alergia alimentar



Para a garotada que já sofreu uma crise, toda refeição envolve restrições e ameaças. Mas pesquisadores americanos estudam uma estratégia que promete domar as reações exageradas do organismo — e permitir que meninos e meninas comam sem medo

por Mariana Agunzi

Ter reações alérgicas ao beliscar uma porção de camarão ou um punhado de amendoim é desagradável para qualquer um. Imagine, então, o quanto é difícil lidar com o problema quando ele se manifesta nos pequenos em plena fase de crescimento. Estima-se que, no mundo todo, de 6 a 8% dos meninos e meninas com até 3 anos apresentam algum tipo de alergia alimentar. E um em cada 20 bebês não pode, de jeito algum, provar uma mamadeira com leite de vaca. Mas como será que um alimento como esse, essencial ao desenvolvimento, pode se tornar um inimigo?

Sentimos informar: não há uma boa resposta. O que se sabe é o básico, ou seja, que alguns organismos encaram proteínas presentes em comidas específicas como moléculas estranhas. Aí, o sistema imune parte pra cima da suposta ameaça. Desse ataque desmedido surgem o inchaço, a vermelhidão e, em última instância, até o choque anafilático, capaz de matar.

Uma luz no fim do túnel para as crianças alérgicas atende pelo nome de dessensibilização, ou imunoterapia. Trata-se da ingestão constante de pequenas doses do alérgeno - o alimento que provoca a reação -, com o intuito de acostumar o corpo a determinada proteína. "Apesar de promissora, a técnica não é isenta de efeitos indesejáveis e os pais devem estar preparados para isso", admite a alergista Ana Paula Moschione, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, em São Paulo.

Com o foco nesses resultados negativos, médicos do Hospital da Criança de Boston e da Universidade de Stanford, ambos nos Estados Unidos, testaram, em conjunto com o procedimento de dessensibilização para o leite de vaca, uma substância chamada omalizumab, que já era utilizada no controle da asma. Por meio desse novo aliado, os pesquisadores conseguiram minimizar as reações nocivas durante o tratamento, levando o organismo infantil a se acostumar mais rapidamente ao líquido branco.

A imunoterapia ainda é recente entre os brasileiros, entretanto já apresenta resultados satisfatórios. Mesmo assim, ela não é para todo mundo - e deve ser realizada com cuidado e acompanhamento médico. "Aplicamos a terapia em casos graves para melhorar a vida da criança que vai a uma festinha, come um brigadeiro e tem um choque anafilático", ressalta Antonio Carlos Pastorino, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Até por faltar clareza nos motivos por trás das crises alérgicas, tende-se a culpar a genética. "No entanto, outros fatores podem, no mínimo, predispor reações desse tipo", revela Renata Cocco, especialista em alergia e imunologia clínica pela Universidade Federal de São Paulo.

Algumas hipóteses, como a "teoria da higiene", já foram sondadas como propulsoras da aversão a alimentos específicos. Nesse caso, quem foi exposto a ambientes com mais bactérias fortaleceria suas defesas e, assim, evitaria a chateação de uma alergia. Porém, a tese é vista com desconfiança. "Somos um país em desenvolvimento e com número crescente de crianças alérgicas, fenômeno tão forte aqui como no primeiro mundo. Por isso, essa hipótese não me parece tão plausível", contrapõe Pastorino.
Uma vida sem leite - e sem grandes dramas

Por ser ao mesmo tempo um dos alimentos mais importantes ao crescimento e o campeão nas reações adversas, o leite de vaca deixa os pais de cabelo em pé. Afinal, a bebida está repleta de cálcio, vitamina A e proteínas e, por isso, parece ser impossível manter seu filho bem nutrido sem ela.

Como a alergia ao alimento é mais recorrente em bebês, o primordial é amamentar até os 6 meses de idade. E, se a criança realmente for alérgica, a mãe também deve se cuidar. "Pode acontecer de elementos do que a mãe consome passarem para o leite materno. Logo, ela também deve entrar na dieta", explica a nutricionista Renata Pinotti, da Universidade Metodista de São Paulo. Quando não é possível amamentar, o braço direito dos pequenos são as fórmulas como as hidrolisadas e de aminoácidos. Elas conservam todos os nutrientes da versão original, mas quebram suas proteínas em partículas bem pequenas para que não haja rejeição. Hoje, a Secretaria da Saúde da maioria dos estados disponibiliza esses suplementos - que chegam a custar 200 reais por lata - gratuitamente.

Para os mais crescidos, é necessário lançar mão de outros alimentos. Carnes e peixes para repor proteínas; legumes e frutas alaranjadas, como a cenoura, que auxiliam o organismo a produzir vitamina A; e os isolados de soja enriquecidos com cálcio. Em último caso, a ingestão desse mineral em cápsulas garante a dose necessária por dia.

Importante mesmo é buscar acompanhamento profissional. "O problema é quando os pais restringem todos os alimentos por medo e não fazem a substituição correta. Aí, a criança fica subnutrida", alerta Renata Pinotti. Por isso, ao desconfiar que seu filho está com alergia, procure um médico. Simples exames de sangue e testes cutâneos podem diagnosticar o distúrbio e abrir caminho para uma vida mais saudável, e nem por isso menos saborosa.
Um gole de leite pode causar...

...ALERGIA


Comum nos bebês, ocorre quando o corpo encara a proteína dessa bebida como um elemento estranho e, então, produz anticorpos para combatê-la. Essa batalha provoca sintomas, que podem ser mais leves - como vermelhidão, inchaço e coceira na pele - ou mais temerários, como o choque anafilático.

...INTOLERÂNCIA

É resultante de um defeito enzimático, que impede o intestino de digerir o açúcar do leite, conhecido como lactose. Por causa disso, a criança sofre com cólicas e vômitos. Mas quem tem intolerância pode, sim, ingerir alimentos que contenham produtos lácteos - desde que esses apresentem baixo teor de lactose.

...INTOXICAÇÃO

Em geral está relacionada à contaminação. Ou seja, a criança toma um leite estragado e acaba sendo infestada por bactérias prejudiciais. Vale lembrar que todos estamos sujeitos a esse mal, que provoca o aparecimento de diarréia e regurgitação. Por isso, antes de entornar o copo, confira o prazo de validade na caixinha.


De olho nos rótulos


O único tratamento seguro hoje para a alergia ao leite é restringir o alimento e seus derivados. E os pais devem ficar atentos à embalagem. Afinal, inocentes pacotes de bolachas e bolinhos geralmente contêm doses desse ingrediente e, entre uma mordida e a reação, é questão de segundos. Além disso, a presença de proteínas do leite pode vir mascarada com outros nomes, como caseinato de cálcio, lactalbumina e soro de leite. A ordem é ter atenção na hora da compra.
FONTE: Saúde Abril

Menstruar ou não menstruar?


Sabrina Mascarenhas de Oliveira tem 21 anos e nem sofre muito com a sua menstruação. "Apenas sinto vontade de comer chocolate durante a TPM e sinto um pouco de dor", conta a jovem estudante de administração que reside em Mauá, na Grande São Paulo. Apesar de não experimentar cólicas severas e outras complicações do ciclo menstrual, ela acredita que seria bom acabar com o sangramento mensal. "Isso me ajudaria, mas tenho medo do que possa me acontecer no futuro."

Sabrina não é a única a ponderar sobre o tema. Segundo um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, 32,5% das mulheres gostariam de nunca mais menstruar e 40% sonham com uma simples trégua, ficando mais de um mês sem sangrar. "Essa não é uma tendência exatamente nova, mas agora a mulher se sente com mais liberdade de escolha", diz a psiquiatra Carmita Abdo, que é coordenadora do Instituto ProSex, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O assunto rende debates entre amigas e gera opiniões diferentes entre os próprios médicos. "Há dez anos, eu diria que suprimir a menstruação era ir contra um processo natural. Hoje, porém, os métodos estão bem mais seguros", afirma o ginecologista César Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Afinal, menstruar pra quê?


A gente conhece esta história: todos os meses, o corpo da mulher se prepara para engravidar e, quando isso não acontece, o óvulo amadurecido é liberado junto com parte do endométrio, a parede uterina. Isso é um sinal de que o organismo feminino está saudável e que os hormônios estão cumprindo direito o seu papel. Ponto.

Para interromper o ciclo, os especialistas indicam anticoncepcionais já conhecidos. "A diferença é que a mulher continua utilizando o método sem os intervalos geralmente recomendados", explica o ginecologista Jarbas Magalhães, secretário da Comissão Nacional de Anticoncepção da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

A maioria desses contraceptivos age de forma semelhante: trata-se de moléculas artificiais que agem como o estrogênio e o progestagênio, dois hormônios produzidos durante o ciclo menstrual. Ao simular essas duas substâncias, o remédio encena a fecundação que não ocorre. "O sangramento que as mulheres têm no intervalo da pílula é fruto apenas da falta do hormônio, e não uma menstruação legítima", esclarece a ginecologista Lucila Pires Evangelista, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Existem várias alternativas para deixar de menstruar (veja o quadro na próxima página), mas alguns médicos são contra qualquer uma delas em mulheres jovens e saudáveis. "Embora esses hormônios pareçam seguros, ainda não conhecemos os efeitos no corpo a longo prazo", argumenta o ginecologista Flávio Zucchi, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

A turma de jaleco só concorda em um ponto: para algumas mulheres, parar de menstruar é essencial. "Indico para pacientes que sofrem com cólicas muito intensas e endometriose, quando o tecido que reveste o útero cresce demais", completa Zucchi.

Sem o sangramento periódico, a tensão pré-menstrual, a famosa TPM, é outra chateação que dá adeus — pelo menos temporariamente. "Em alguns casos graves, em que a sensibilidade fica muito exacerbada, a supressão da menstruação pode ser mais uma arma contra a TPM, mas não podemos fazer dela o único recurso possível", opina o psiquiatra Alexandre Saadeh, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Antes de tomar qualquer decisão, o mais importante é conversar com seu ginecologista. "É preciso avaliar o seu histórico e realizar uma bateria de exames, como o ultrassom transvaginal", recomenda o ginecologista Waldemir Rezende, do Hospital Santa Catarina. A supressão é — ou deveria ser — descartada para obesas, hipertensas e diabéticas descompensadas.

Depois de iniciado o tratamento, é importante ficar de olho no comportamento do organismo. "Até mesmo bons médicos se equivocam na escolha do método, e só o acompanhamento vai revelar se a opção foi certeira", diz César Eduardo Fernandes.

E a fertilidade?

Os efeitos de todos os anticoncepcionais são reversíveis. "Geralmente, indicamos que a paciente deixe de usar esses métodos três meses antes da fase em que deseja engravidar para que o útero, que estava descansando, se prepare para a gestação", explica Flávio Zucchi. Esse período de recuperação do sistema reprodutor varia de acordo com o tempo de ação de cada contraceptivo, que pode chegar a até 18 meses, no caso da injeção trimestral. Para Renate Michel, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, a decisão de menstruar ou não precisa ser algo muito refletido. "A mulher deve se perguntar o real motivo desse desejo e decidir de maneira consciente", finaliza Renate.

Qual metódo posso usar

Saiba mais sobre seis anticoncepcionais utilizados para brecar a menstruação e se eles realmente funcionam

> Adesivo
Não impede a menstruação, exceto quando a mulher não segue o período de uma semana de descanso.
Anel vaginal
É inserido pela própria mulher e dura 21 dias. Até três anéis consecutivos podem ser usados, resultando num período de 60 dias sem menstruar.

> Injeção
Dura três meses, e 60% das mulheres que a utilizam não menstruam nesse período. Pode causar retenção de líquidos.

> Implante
Trata-se de uma espécie de bastonete recheado de hormônios e que é inserido no braço. Tem validade de três anos, mas pode causar sangramentos indesejados.

> Diu hormonal
O dispositivo intrauterino libera uma pequena dose hormonal todos os dias por cinco anos. Não impede a menstruação, mas diminui muito o fluxo.

> Pílula
Para não menstruar, deve ser tomada sem o intervalo habitual e com alterações na carga dos hormônios.
 
FONTE: Saúde Abril

Tecnologias de Informação (TI) nas organizações



A introdução de SI/TI numa organização irá provocar um conjunto de alterações, nomeadamente ao nível das relações da organização com o meio envolvente (analisado em termos de eficácia) e ao nível de impactos internos na organização (analisados através da eficiência).
Repercussão positiva
As TI são um recurso valioso e provocam repercussões em todos os níveis da estrutura organizacional: – ao nível estratégico, quando uma ação é susceptível de aumentar a coerência entre a organização e o meio envolvente, que por sua vez se traduz num aumento de eficácia em termos de cumprimento da missão organizacional; – aos níveis operacional e administrativo, quando existem efeitos endógenos, traduzidos em aumento da eficiência organizacional em termos de opções estratégicas. No entanto, ao ser feita esta distinção, não significa que ela seja estanque, independente, pois existem impactes simultâneos aos vários níveis: estratégico, operacional e táctico.
    Repercussão positiva
    As TI são um recurso valioso e provocam repercussões em todos os níveis da estrutura organizacional: – ao nível estratégico, quando uma ação é susceptível de aumentar a coerência entre a organização e o meio envolvente, que por sua vez se traduz num aumento de eficácia em termos de cumprimento da missão organizacional;  aos níveis operacional e administrativo, quando existem efeitos endógenos, traduzidos em aumento da eficiência organizacional em termos de opções estratégicas. No entanto, ao ser feita esta distinção, não significa que ela seja estanque, independente, pois existem impactes simultâneos aos vários níveis: estratégico, operacional e táctico.

    Assim, temos que os SI permitem às organizações a oferta de produtos a preços mais baixos que, aliados a um bom serviço e à boa relação com os clientes, resultam numa vantagem competitiva adicional, através de elementos de valor acrescentado cujo efeito será a fidelidade dos clientes.
    A utilização de SI pode provocar, também, alterações nas condições competitivas de determinado mercado, em termos de alteração do equilíbrio dentro do sector de atividade, dissuasão e criação de barreiras à entrada de novos concorrentes. Os SI/TI permitem, ainda, desenvolver novos produtos/serviços aos clientes ou diferenciar os já existentes dos da concorrência e que atraem o cliente de forma preferencial em relação à concorrência.
    Agilidade
    A utilização de alta tecnologia vai permitir uma relação mais estreita e permanente entre empresa e fornecedores, na medida em que qualquer pedido/sugestão da parte da empresa é possível ser atendido/testado pelos fornecedores. A tecnologia permitiu uma modificação na maneira de pensar e de agir dos produtores e consumidores.
    As Tecnologias de Informação têm reconhecidamente impactos ao nível interno das organizações: na estrutura orgânica e no papel de enquadramento/coordenação na organização; a nível psico-sociológico e das relações pessoais; no subsistema de objetivos e valores das pessoas que trabalham nas organizações; bem como no subsistema tecnológico.
    Benefícios
    Os maiores benefícios aparecem quando as estratégias organizacionais, as estruturas e os processos são alterados conjuntamente com os investimentos em TI. As TI’s permitem assim, ultrapassar todo um conjunto de barreiras na medida em que existe uma nova maneira de pensar, pois em tempo real é possível às empresas agir e reagir rapidamente aos clientes, mercados e concorrência.
    Tecnologia da Informação e seu impacto na segurança
    empresarial
    A Tecnologia da informação segue em avanço constante, mas ao mesmo tempo sua gestão no quesito segurança não acompanha o mesmo ritmo as políticas de segurança e sua gestão não estão ainda em um patamar que pode ser considerado eficiente, com tantos recursos disponíveis e possibilidade quase ilimitadas os gestores esquecem que agora sua empresa possui mais uma porta para o mundo, porta esta que se aberta pode dar a um individuo valiosas informações sobre sua organização.
    Temos então um caso onde a tecnologia da informação se torna um risco devido a problemas de gerenciamento, é importante ressaltar os problemas que a tecnologia traz para as empresas alem de seus benefícios, pois segurança também gera custos, e quando lidamos com alta tecnologia os investimentos nunca são pequenos nesta área.